Este poema de Ávaro de Campos(Fernando Pessoa) foi recitado hoje, dia dos namorados, no final do Sarau Literário para o qual eu levei a Rayanne. Um homem pediu para que fosse recitado um último poema em homenagem ao dia dos namorados. Então o professor que apresentou a palestra recitou este poema que gosto muito e que já tinha mostrado para Rayanne, tanto que coloquei no blog também em sua homenagem e como justificativa para eu ser tão "esdrúxulo", porém nada "ridículo". Nos olhamos imediatamente quando o poema começou a ser recitado...
- Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas...
Álvaro de Campos, 21-10-1935
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