quarta-feira, 12 de junho de 2013

    Este poema de Ávaro de Campos(Fernando Pessoa) foi recitado hoje, dia dos namorados, no final do Sarau Literário para o qual eu levei a Rayanne. Um homem pediu para que fosse recitado um último poema em homenagem ao dia dos namorados. Então o professor que apresentou a palestra recitou este poema que gosto muito e que já tinha mostrado para Rayanne, tanto que coloquei no blog também em sua homenagem e como justificativa para eu ser tão "esdrúxulo", porém nada "ridículo". Nos olhamos imediatamente quando o poema começou a ser recitado...

    Todas as cartas de amor são
    Ridículas.
    Não seriam cartas de amor se não fossem
    Ridículas.
    Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
    Como as outras,
    Ridículas.
    As cartas de amor, se há amor,
    Têm de ser
    Ridículas.
    Mas, afinal,
    Só as criaturas que nunca escreveram
    Cartas de amor
    É que são
    Ridículas...

Álvaro de Campos, 21-10-1935

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